Me odeie...
Sempre começa assim: bem suave, com muitas risadas, convites, “promessas” (sempre com segundas intenções), e, claro, não podia faltar, a venda que faço da boa impressão que quero deixar, ou seja, meu decoro.
Eu bem que tento, juro que sim, faço o máximo para que sempre me tenham como uma pessoa boa, cuja companhia venha sempre adicionar algo, mesmo que seja algo jocoso, algo que vá, no mínimo, deixar as pessoas que me circundam mais felizes. Mas, como todos sabemos, nem tudo na vida são flores e a tão prezada impressão fica distorcida. E é da causa da distorção e de sua conseqüência que quero vos falar no texto de hoje.
O que causa essa distorção, não querendo colocar a culpa nas pessoas, pois seria uma análise ad infinitum levar em consideração a questão subjetiva que envolve essa análise, é, geralmente, o que os seres que fazem essa qualificação sobre minha pessoa, fazem, no mundo fático, pra mim. Quando acontece a distorção sobre o que as pessoas me consideram, elas, pelo o que me parece, não fazem o caminho lógico de que, se você convive com alguém, obviamente, a relação com algo ou alguém é intrinsecamente dependente de dois seres ou entes egológicos capazes de tal fato, ou seja, uma via de mão dupla.
Portanto, sendo assim, quando eu tenho uma ação de decoro para com alguém, pretendo que, no mínimo, ela seja civilizada no que diz respeito às relações sociais, ai levando-se em conta todas as suas manifestações hodiernas, sobretudo, as afetivas.
Isto posto, não é por meio desta “carta” (mesmo por que nada do que eu escrevo tem endereçamento nem destinatário, salvo casos específicos) que eu vou me redimir de algo que tenha sido causado injustamente por mim, que também como dizem "alegria (inteligência, sapiencia e integridade) alheia, encomoda . Mas sim, de certa forma, é por meio deste texto que venho reforçar minha posição perante tudo que já escrevi, incluindo os casos específicos. Se está lá, é porque muito provavelmente, no mínimo em algum momento, em minha consciência, fez sentido, não sendo a justiça um pré requisito para que me sentisse menos confortável para seguir em frente.
Por isso, quero dizer a você leitor, que um dia, caso se me encontre ou me conheça e lhe tratar com aspereza e se for também a primeira vez, creio que errei na interpretação. Porém, caso se eu já tendo certo convívio, te tratar com desprezo, descaso, aversão, ignorância quebrando assim o decoro de primeira vista, que não é porque é às vezes passageiro, que é também falso, é porque muito provavelmente você me criou alguma expectativa que não correspondeu propositalmente ou falou, deu a entender, se mostrou disposto(a) a fazer algo que estava fora de seu alcance. Outrossim, não teria tal comportamento.
Para finalizar, gostaria de reforçar a idéia de que não estou aqui para ser avaliado, querido ou odiado por ninguém que não algum ente que me prove ser humanamente superior; e mais além: a menos que eu aceite e preze tal qualificação. Logo, não preciso da sua aprovação ou desaprovação direta para fazer o que quer que esteja fazendo, goste você ou não. Simplesmente conviva comigo, aceite as atitudes que tiver comigo e o retruco que poderá ter de volta.
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