segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A origem dos memes na vida real


terça-feira, 10 de maio de 2011

Da evolução em partes... (intelecto e moral)

Por que pra mim é assim...
Eis uma frase que se me apresentou extremamente perigosa de ser usada à esmo... As verdades que são pra um, podem não ser para outros, e na maioria das vezes, não o são, nem para um nem para todos os outros.
Flagrei-me várias vezes impondo uma verdade que pra mim era, de forma tão eloquente que, além de estar convencido dela, convencia, ou parecia fazê-lo, de forma esplendida. Mas sendo verídico ou não o fato do convencimento, tenho que guarda-lo e saber muito bem como usar esse dom na hora em que me for requisitado, outrossim, estarei sendo irremediavelmente insuportável e impertinente. Pois daquelas pessoas que falava em outrora, das que dizem muito e nada falam, estou fazendo parte ao ignorar o conselho que eu mesmo estou percebendo.
Digo isso tudo agora, por que foi com o tempo que percebi isso e também só com o tempo vou melhorar, e mesmo sendo a auto percepção o primeiro passo só ela também não basta para que este “defeito de fábrica” seja corrigido: a ação em direção à melhora deve ser e fazer parte do espírito de melhora que cada um tem dentro de si. Aprendi, especialmente no dia de hoje, com um balde de água fria logo pela manhã o quanto sou impertinente às vezes, coisa que condeno em outros, mas até então não havia notado em mim mesmo.
Interessante é notar que cada um tem esse animus, essa vontade própria e intrínseca de cada ser humano capaz de discernimento e, mesmo se apropriando desse sentido de essência superior, se afogam em ambição e consumismo, verdadeiros infernos na existência do espírito, pois é a partir desses sentimentos que a evolução fica “suspensa”, uma vez que não pode ser parada.
E ai você leitor, especialmente uma leitora, deve refletir, buscar no bom egoísmo, naquilo que inerentemente lhe faz bem e fazer uma pergunta ao íntimo. A pergunta bem ao certo eu não sei; eu me perguntei como poderia ser melhor, e ainda estou a elaborar a resposta. Às vezes também é necessário que seja mudada a pergunta, pois a resposta pode vir e não ser satisfatória.
Na matéria densa todos vieram com um propósito maior que por vezes não nos damos conta, seja por falha nossa ou do meio. Eu creio que para que sejam evitados o sofrimento e a angústia que a falta de uma resposta nítida (que muitas vezes pode ser penosa e cruel) deve-se sempre buscar à ação, pois é a partir dela que vamos descobrir se experimento que é a vida está ou não no caminho certo, e como tenho ouvido por muitos lugares: “não tenha medo de andar devagar, tenha medo de ficar parado”.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

além da intelectualidade...

"Dois seres que se conhecem e se amam, podem se encontrar em uma outra existência corporal e se reconhecerem?
- Reconhecer-se, não; mas ser atraído um para o outro sim. Frequentemente, essas ligações íntimas fundadas sobre uma afeição sincera, não têm outra causa. Dois seres se aproximam, um do outro, por circunstâncias APARENTEMENTE FORTUITAS mas que são o fato da atração de dois Espíritos que se procuram na multidão."


Allan Kardec

domingo, 24 de abril de 2011

SOUL FODA MUSIC

Lago no Céu IV (ao som da chuva que cai lá fora e vendo sua foto, que só eu tenho)

Eu vim para esclarecer...
Se vai haver um período da minha vida cujo vou querer recordar para sempre vai ser esse último mês. Tanta intensidade, tanta paixão e tanto amor até então nunca tinham feito parte de mim como assim o foram. Com duas músicas quero lembrar e celebrar, com essa pessoa que me fez, me faz e me fará feliz, a caminhada que nos é predestinada: I don’t wanna miss a thing, do Aerosmith e Times Like These, do Foo Fighters.
Houve, durante esse tempo, algumas passagens que me lembro de que você me dizia que eu estava a lhe confundir, que devido os fatos, não sabia se o que estava sentindo era uma simples pira (na etimologia da palavra, um fogo, uma ideia passageira), e o sentido melhor dessa pira, cabe a você atribuir. Mas no esclarecer do tempo que já passou desde que você não fala mais isso, pelo menos à minha lógica, muito me parece que as coisas foram esclarecidas e que, a não ser por algum comodismo, as coisas se resolveriam “facilmente”. E é essa a certeza que eu quero ter, independentemente do que há de acontecer, da decisão que tomou ou deixou de tomar.
É importante dizer que, durante essa passagem, nunca duvidei, nem sequer por um instante, que aquilo que sinto por você seja, de alguma forma, um devaneio. E também sei que de alguma forma você também não o fez, dada a intensidade, a veracidade e a cumplicidade que eu sentia quando você respondia a qualquer dos estímulos que lhe chegavam à mente, ao corpo e ou ao espírito. Muito ao contrário do que qualquer dúvida que pudesse ter, a certeza que eu sempre lhe comentava foi e ainda é real, porque cremos e sabemos que se não nessa, numa próxima existência o faremos, seja lá o que fomos destinados a fazer.
Hoje eu aprendi que alguns tipos de evolução são inerentes à condição humana, como é o caso da intelectualidade. E como desde a eternidade viemos à luz dessa evolução, o que agora nos faz diferentes dos outros seres, humanos ou não, é que temos, além da inteligência, a moral e o amor, esse último o qual tenho por você, da melhor forma possível.
Resgatando tudo o que passamos, nessa complexa trama de sentimentos, de sensações as quais sempre vou atribuir somente à você, por ser um amor de características exclusivas e fora de série de especiais, quero que você também resgate isso, que não sofras à toa, mesmo apesar de estar aprendendo que todo sofrimento nos faz crescer, e quando falo do sofrimento digo da carência afetiva que podes vir a sentir. Ora, pois se somos livres, somente dependendo das alianças que fazemos entre nós mesmos, devemos nos livrar daquelas que nos causam penosas semanas sozinhos, ainda mais uma vez conhecendo a capacidade de amar de alguém que lhe completaria essa existência.
Chove agora, eu imagino que você me queria ao seu lado; você sabe que eu, te quero ao meu lado; me lembro do seu abraço, do seu cheiro. Estava a ler alguns textos antigos, que já havia escrito destinado a você, e vi que, dessa vez fiz a diferença, consegui um contentamento recíproco, e quero fazer isso ter uma continuidade, por que como já disse em outros textos: “as pessoas não vem à nossa vida por acaso”.
TE AMO DO MELHOR JEITO, DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O LAGO NO CÉU III (copiei de um cara ai)

Mas chega ser torta de feia
Com aquele sorriso que vai de “oreia a oreia”
Dizendo “mius” e falando engraçado
Faz de qualquer um, um bem humorado





            

E da alegria tem a centelha
Que desperta o riso folgado
E descontraído eu vejo espantado 
Ela fazer parte da minha candeia





Eu já percebi e não quis notar
Já quis esconder pra poder engolir
Mas não há maneiras de deixa-la passar
Está no meu peito, não saia daqui 






Quando na alvorada, às cinco e meia o avião passou
Pensei que nada haveria a não ser o lago céu
Enxerguei e notei: o dia raiou
Só quis continuar a enxerga-la com véu 






Na doce lembrança do acontecido só quero frisar
Que daquele bochicho só nós vamos saber 
O que um dia eu falei e pode anotar
O meu coração que só sabe te amar e só quer te querer

segunda-feira, 28 de março de 2011

O LAGO NO CÉU II

Saudoso porvir...
Não é de poucas alusões o resultado que me fez construir o título. Essa mescla entre paradoxo temporal possível e questionável é algo que distrai e destrói a mente que pensa e se encontra um pouco, um tanto quanto, fraca. Não que seja o caso, porém, mas não relativo à aritimética e à racionalidade que habita esse método que vos escreve.
Faria um gráfico pra te explicar quanto gosto de alguém… Talvez fosse o mais próximo da realidade das expressões de emoção que eu consegui chegar, e ainda assim fiquei insatisfeito com a incompletude dessa expressão fria e calculista.
Mas ainda, a condição humana desses referidos sentimentos não permita que eu seja um completo psicopata abolido da vontade de matar. Por estranho que pareça, como sugere o cabeçalho, sentir saudade de algo que há de vir é algo, não digo incomodo, mas, inconveniente, pelo fato da incerteza de agora e pelo caminho, no futuro, que não volta.
Saí de casa esses dias, sem a intenção de encontrar com alguém, e não sei qual a causa do efeito, do fenômeno, mas a consequência de sair com a imaginação e a mente limpa é que aquela energia inerente e “presa” àquele corpo me fez estar nesse estado de nostalgia “porviresca”.
Essa energia que escorre pelas mãos, que penetra e percorre todos os músculos do corpo, agora, se esvai em textos, mas no futuro saudoso será com contemplação e… não sei. Só sei que o cheiro do protetor solar que essa energia presa na carne usava ainda está aqui, e que antes que eu tivesse a possibilidade de senti-lo, já tinha saudades, não como tenho agora, mas como se soubesse que viria a acontecer, se é que me fiz claro. É como se estivesse condenado a antecipar a nostalgia, àquela insatisfação imensurável de não poder controlar o tempo, à foto que eu tirei e guardei na cabeça, daqueles fios rubro-desmaiados, mais bonitos e exclusivos que o ouro, à luz de um sol e à beira do lago que víamos desenhados no céu pelas nuvens que surgiam à alvorada mais bonita que vi até aquele dia. Mas o mais importante é que dessa vez não fiz disso algo penoso, apenas saudoso, e dessa energia que traz esse sentimento, vou retirar toda a força necessária que vai me ajudar a aguardar até o momento em que estaremos traçando nosso caminho juntos e não estaremos a simplesmente olhar um para o outro, mas na firmeza das mãos dadas, estaremos a olhar para o futuro – daí sem nostalgia – na certeza de que a felicidade plena não é um destino, mas um caminho a ser percorrido, em que a busca se apresenta mais atraente que a conclusão.
E que esse não seja o fim, pois que a afinidade de acreditarmos em algo além da matéria não esgota a completude daquilo que me foi mostrado em sinal: dos desenhos no céu pelas nuvens e do d’javi que havia comentado, os quais se me apresentaram de forma esplendida. Eis que não é o fim, pois dos sinais pude ter a certeza de que, vagante pelo tempo e pelo espaço, somos destinados a estar juntos, senão nessa, na próxima existência, em busca do aperfeiçoamento e da evolução.
Dessa vez, pois que aprendi a acreditar, e que aprendi, senão por nenhuma outra circunstância na vida, através da sua companhia. O “quero acreditar” que escrevi há algum tempo mostra como era; como sou agora, só vou saber demonstrar quando evoluir, entretanto se apresenta clara e evidenciada a diferença entre antes e agora, sem, contudo, estar nítida à vista sem a possibilidade de uma análise com a distância que só o tempo permite: poder olhar, com o distanciamento do tempo, para você mesmo, e ver que evoluiu. Seremos um só.

O LAGO NO CÉU I

Vai ser a melhor conquista…
Desde aquele mês de maio, salvo raras exceções, não me lembro de ter passado por um período de tempo sem ter pensado nela. E o porquê disso é um tanto difícil de explicar, mas um dos motivos, além de claro, ela ser uma pessoa fantástica, linda, tanto fisicamente quanto no jeito de ser, é que ela me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia na vida de uma forma fácil.
E ainda, nesse perfeito final de semana, consegui entender o motivo pelo qual essa pessoa faz parte da minha vida. Nas palavras dela “temos muita afinidade”, mas não creio que seja somente por isso. Eu contemplei algo, nessa completude de final de semana, que foi uma experiência magnífica: vi, ao lado da pessoa que eu amo um lago refletido no céu e desenhado por nuvens, um d’javi que foi o sinal mais claro de que há muitas coisas boas com essa pessoa no porvir. Como eu mesmo havia dito a ela: é tudo uma situação transitória, o melhor nos aguarda – e faltou completar que num futuro breve.
A perfeição disso que aconteceu, desse sinal que me foi dado, teve uma magnitude tão grande que me tranquilizou, apesar da sensação humana de desconforto por situações que aqui não se cabe explicar, pois no momento, vendo, com a distância do tempo, o quão lindo o que aconteceu foi, é que eu me deixo na posição de serenidade, não fazendo o máximo para que aquilo aconteça, mas tão somente aceitando essa situação transitória e tendo a certeza de que os fatos são apontamentos da alegria, do contentamento e do amor que virá. 
E ai, você leitor, que chegou até esse ponto do texto, que pode, ou não, ter entendido o que esse texto significa pode me perguntar ainda qual o propósito de ser do título, e eu vos respondo: apesar da certeza, tudo pode parecer perdido a depender das circunstâncias futuras, mas como é uma certeza, e não um “pode ser”, vai ter o melhor dos gostos, o sabor de uma conquista difícil, cheia de devaneios, onde a caminhada em busca daquilo que se tanto deseja não é um caminho plano e retilíneo, mas uma montanha íngreme, tortuosa e de clima tempestuoso, mas que torna as duas pessoas que o percorreram em pessoas melhores, pessoas mais fortes, sem, contanto, as tirar a juventude, a característica aventureira, onde um aprende a “deixar rolar” e outro aprende a incondicionalidade do amor do outro. Vai ser a melhor conquista...

sábado, 12 de março de 2011

chefe é...

"Um chefe que eu tive costumava olhar para uma pilha de currículos e jogar metade deles, aleatoriamente, no lixo, dizendo "eu não quero trabalhar com gente sem sorte".

sábado, 12 de fevereiro de 2011

QUERO ACREDITAR
Mas depois de algumas solapadas da vida, fica difícil. Eu sei que as pessoas todas falam de que a capacidade de acreditar que a criança tem é uma boa inspiração. Também, difícil de seguir. Sei também que tudo é uma situação transitória, o fato de ter muitas dúvidas sobre o que há de vir, o fato de se sentir inseguro sobre tudo, o sentimento de procrastinação. Quero acreditar que em algum dia no futuro vou me lembrar disso como algo engraçado, já que nosso pouco conhecido Shakespeare nos dizia que tragédia mais tempo é igual comédia, mas está realmente difícil.
O mundo não é feito apenas de Danielas, de delegacia da polícia federal nem muito menos de Mustangs. Isso são tão somente os objetivos que me vem à cabeça agora, mas o pior de tudo isso é saber que quando você chegar neles, quais serão os próximos? A felicidade não é um destino, é uma caminhada, construída e estruturada, e por isso é importante que não pulemos etapas. Mas às vezes se torna tão tentador chegar lá, seja de qual forma for: forçando o sonho de olhos abertos em frente ao computador, nessa eterna masturbação mental que me afasta da realização de algo; ou ainda depredando o patrimônio para chamar atenção de quem só quer ver o circo pegar fogo.
É um vício, vocês não veem? O vício não está na matéria, no objeto; está, porém, na capacidade ou na predisposição que o sujeito tem de se tornar dependente daquilo. Munido da faca e do queijo na mão, alguns continuam sonhando com um copo de vinho para acompanhar o queijo. Isso é o prazer platônico de poder deixar pra depois, curtir a escolha de, mesmo tendo a capacidade, de deixa-la sem uso, sem prática.
O objetivo mesmo, o real, é ser aquilo que nenhum ser humano pode ser, é fazer aquilo que contraria as leis do tempo, do espaço e da simultaneidade. É fazer a praia vir à frente da minha casa; é estar com todos os amigos em seus lugares ao mesmo tempo; é poder ir do fusca ao mustang e fazer isso trabalhando, mas controlando o tempo necessário. Está ai a raiz do descontentamento. Saber que nessa realidade, isso é impossível. E está ai também o que pode ser a raiz da felicidade que vai nos acompanhar pra sempre; ou da eterna frustração: a capacidade que temos de construir o caminho, não de forma perfeita, mas sim da forma que possa ser lembrada e levada adiante sem que se esqueça de quem o construiu.
Não quero jogar nenhuma amizade, ou as partes de uma relação que pareçam ser uma amizade, fora. Mas parece que o feitiço virou contra o feiticeiro: ser controlado por agrados e ser tratado como manipulado, ficando à mercê da vontade daquela pessoa de “curtir a escolha”, como eu disse anteriormente, é o único jeito que tenho de, às vezes, chegar mais perto dela. Não é a melhor, mas é a única forma, e isso de maneira alguma a torna alguém que seja malevolente, por que no meu mundo ela é imaculada. E quero acreditar que ainda vou querê-la quando estiver disponível e interessada por mim. Sei que tem que ser assim essa crença, mas ai reside toda a diferença entre razão e emoção: quero acreditar X acredito, sinto que será assim. Infelizmente, não sou bom o suficiente nem para acreditar de verdade, só sei que tem que ser assim.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Última crise? Tá mais pra barroco!
Rá... descontraído nas férias! Até parece verdade. Tá mais pra entediado. É que na cabeça de quem pensa como eu, ou quem se parece comigo, provavelmente só se pode ser feliz assim. Mas enfim, creio que essa não é a última crise, a menos que eu morra amanhã; pensamento típico de crise.
Desde que me lembro, e olha que minha memória longa é fantástica, nunca me perguntaram o que eu gostaria de ser quando fosse “gente grande”. Daí que eu tirei a ideia de responder o porquê me exijo tanto sobre o que eu vou ser agora que sou gente grande: nunca pediram, eu senti falta por não terem feito isso, logo, eu mesmo estou a fazê-lo.
As buscas para o contentamento pessoal, interiormente falando, são idealmente perfeitas; obviamente por serem ideais... Mas o que tento trazer é que a maioria das pessoas, quando jovens ainda, fica só nessa, tipo eu agora, sonhando que um dia haverá algum tipo de reconhecimento para quem escreve, sendo que hoje, ainda longe da alfabetização completa (antônimo dos analfabetos funcionais), uma grande parcela, comparativamente falando, da população tem acesso aos benefícios como acesso à internet ou no mínimo, um pc; logo, é difícil ser destaque e conseguir o reconhecimento.
Daí assim... brincadeira, não vou continuar nesse raciocínio chato. Mas porra... Custava se ter certeza de que se a gente se aplicasse em algo conseguiria dinheiro e, mesmo que o reconhecimento seja algo apenas para o ego, mas conquistar um pouco dele?! Ah, custava sim, que graça haveria nisso...? Sempre ter certeza de algo. É o velho descontentamento humano, que de forma alguma habita nas coisas, mas sim, no próprio ser. Ele é quase¹ como o direito: se não houvesse um único ser humano, haveria descontentamento? Ou pior: se não houvesse nada, e só o ser humano, seria contente, contemplado por não ter nada para sentir falta, ou seria descontente por não ter nada a reclamar? Filosofia barata hein! (pelo menos fui eu quem fez, não fiquei rebuscando e fazendo releitura nos clássicos!)
Concluído que o descontentamento habita o espírito, como diria nosso querido Dèscartès, cabe então, outra análise: que a plenitude de existência não depende de quanto temos, ou a qualidade das coisas que possuímos, mas sim da capacidade que temos de usufruir daquilo que está ao nosso alcance para melhorar, afinal de contas, sensatez ao extremo faz mal e isso aconteceria se apenas ficássemos realizados com o que está à volta e não modificasse àquilo que é natural o que faz parte da condição humana.
Para exemplificar isso, tentarei usar duas ocasiões. Numa delas, imagine-se ganhando na mega-sena, mas imagine uma quantia realmente muito grande de dinheiro, algo como dez vezes a mega-sena acumulada de final de ano. À primeira vista, seria algo imensurável as coisas que você poderia fazer com esse dinheiro, mas essa visão, a primeira, é algo idealizado, que mais cedo ou mais tarde se confrontará com a realidade. Isso por que pense na seguinte situação: você compra um helicóptero, e deseja pousá-lo no meio da rua; mesmo com espaço suficiente, logicamente na maior parte do mundo, a condição humana de imposição de regras para o bom convívio alheio o puniria por isso. Já a outra ocasião, utilizando-se do exemplo do helicóptero ainda, é a “pior” parte da história. É a parte dos intangíveis². É aquela velha história de que “dinheiro não compra felicidade”. Mas eu gostaria de abordá-la por um ponto de vista que aprendi com o que apreendi com as pouquíssimas vezes que tenho treinado uma arte marcial. E se segue da seguinte maneira: você, todo lindo(a) maravilhoso(a), desce da sua embarcação e se depara com um idiota querendo te bater. Pronto, você é mais uma vítima que tem montes de dinheiro, mas que na hora que precisa, não sabe o que fazer, pois ao invés de buscar auto aprimoramento, estava preocupado de mais buscando coisas para comprar e descobrir uma utilidade depois.
É meio complicado de explicar isso, porque é uma questão extremamente pessoal, mas eu vejo assim. Que o dinheiro pode até comprar uma felicidade momentânea e tal, pode comprar seres humanos, sejam eles homens da lei ou não, mas condicionamento físico, e mais além, condicionamento espiritual para enfrentar algumas situações, eu não sei dizer onde encontrar ou como conseguir, mas estou buscando. E às vezes, uma coisa até meio segredista³, as pessoas reclamam por sua condição de saúde, financeira, entre outras, mas elas não estão aptas a receber aquilo, não se preparam para ganhar o carro que querem, ou a pessoa que precisam. Por isso, para conquistar àquilo que é externo, é preciso, como novamente nas palavras do nosso Dèscartès, conquistar e dominar àquilo que nos é interno. Eis ai a crise... Mas por que barroco?
Pela dicotomia de planejamento de ação e pela procrastinação, que são, respectivamente, indecisão e acomodação. Isso é um inferno na vida de quem quer progredir de forma honesta e através do trabalho. Imagine: não saber o que fazer e ainda por cima, adiar a decisão... Não entendo muito sobre as obras dos barrocos, aliás, longe deles, mas pelo o que ouvi dizer, me parecem que se fossem pra ser divididos hoje, não seriam entre a igreja ou a cientificidade, mas sim indecisos e procrastinadores.
¹ – “Quase” por que o direito não necessitaria de apenas um, mas sim, dois ou mais indivíduos;
² – “intangíveis” não são apenas marcas de empresas; emoções e sentimentos são um bom exemplo
³ – “segredista” não sei se essa palavra existe, o que importa realmente é que eu sou um pouco, e é quase como uma filosofia de vida que segue os ensinamentos do livro “The Secret”, leia e entenderá, além de fazer muito bem.