terça-feira, 30 de agosto de 2016

só hoje

Hoje eu só não queria que você fosse lembrança. Queria você presente. Quero ainda. E hoje, quero eu presente também, na sua vida.
Tens ideia de quantos questionamentos mantenho em minha mente? Sobre coisas como “onde ela está agora?”, “será que ela lembra de mim?” “se lembra, como?”… a lista é grande. Que eu poderia ter feito para ser diferente, e que esse diferente fosse você estar comigo? Mas essa eu sei a resposta. Gostaria de conversar pessoalmente pra confirmar minha certeza.

Aliás, gostaria de conversar pessoalmente para confirmar muitas certezas…

Há tempos fiquei sabendo que me recomendou que me focasse no trabalho. Estou fazendo, de forma que não tenho mais tanto tempo como tinha antigamente, se você bem lembra eu tinha muito tempo. Hoje em dia, meu olho esquerdo tem espasmos frequentes. Aprendi que são sinal de que estou preocupado com meus deveres. Contudo, não há mais crises de pânico. Não há mais descontrole.

Gostaria muito que me visse hoje. Tenha certeza de que me lembro diariamente de seus conselhos. Os mais básicos. Porque trago guardado na memória como era o dia contigo. Desde o mais simples “lave o umbigo” até o “um ano vai te fazer muita diferença”. Por isso gostaria que me visse: se um ano faria diferença, imagine quatro.
Contudo, não lembro apenas dos conselhos. Por óbvio, procurei na minha vida não ficar sozinho. Mas nenhuma companhia se iguala à sua. Nenhum cheiro é igual ao teu. Nenhum sorriso encanta tanto. Nenhum toque da pele arrepia. Nenhum beijo conforta e excita ao mesmo tempo. Nenhum abraço completa e acalma. E sabe o que mais? Tenho a sensação de que você também sente o mesmo olhando pra mim e se fosse pra eu arriscar a vida por um palpite, diria que você se esconde no conforte de um abraço que não te completa também.

Eu quero te segurar nos braços e te dizer que se eu te magoei foi por ingenuidade minha. Quero te olhar nos olhos e pedir desculpas. Quero pegar na tua mão e sem sombra de dúvida te pedir pra passar todos os dias de sua vida comigo. Coisa que eu deveria ter feito a tempo já. Como eu pude ser idiota e egoísta em não perceber que podia ter feito isso? Deixei a mulher da minha vida escapar por entre meus dedos por medo de enfrentar a vida. Deixei o amor da minha vida sair dela, deixando minha vida com menos cara de vida.
Hoje ainda me culpo, pensando na minha covardia, por que da última vez que te vi não te disse que te amo, não te disse que você é a pessoa pela qual eu esperei a vida inteira e hoje choro com culpa por ter deixado você sair da minha vida. Hoje, D., eu quero ter a oportunidade de nunca mais deixar isso acontecer, se você me permitir. Por que hoje, D., não tenho mais medo. Não tenho mais apego nas coisas materiais. Hoje o que eu tenho é uma profissão que me garante que não te deixaria na mão em qualquer lugar que a gente escolhesse morar.

Não faço ideia como está sua vida, sei poucas coisas sobre você hoje, porque seus amigos, ao contrário dos meus, não contam seus desabafos pra mim, como aconteceu na minha formatura. Contudo, hoje, enfrentaria qualquer situação, se você assim quisesse, pra ter você comigo. Você sabe que eu nunca prometi que eu não erraria. Mas eu posso prometer que eu sempre vou tentar.

Hoje, não vou dizer que acho loucura o que estou escrevendo, ou me desculpar por alguma coisa que tenha dito. Isso é o que meu coração manda fazer e enfrento as consequências. Por que por você, D., sempre valeu a pena superar qualquer coisa. Como da primeira vez que você me ligou e eu nem hesitei em atender ao telefone. Como quando você me pediu a primeira vez o que eu sentia por você e eu respondi que te amava, entregando meu coração sem medo. Não tenho medo mais de receber não, por que o não eu já tenho.
Você sabe, ou pode até ser que não se lembra, pois eu sei que você não tem memória muito boa, mas eu sempre te disse que, desde que te conheci, não me lembro de uma época que não tenha lembrando de você. E digo que isso continua igual, com a diferença de que no mínimo uma vez por dia lembro de você. Não tem como esquecer o que passamos. E espero que não soe como qualquer tipo de nostalgia ou saudosismo. É que eu ainda te amo. “Só” isso.

Sinto saudades de conversar contigo. De poder contar qualquer coisa sem medo de ser julgado. QUALQUER COISA. Sinto realmente muita saudade. Espero que a vida e as condições nos reservem oportunidades de conversarmos olhando nos olhos ainda. Não creio que a vida poderia ser tão triste assim.

Enfim, preciso escrever pra extravasar, não consigo viver sem dizer isso a alguém, e espero que você leia. E a propósito, se estiver lendo, ouça um Alan Jackson https://www.youtube.com/watch?v=FJuC4xiXB3M , e lembre-se de mim cantando pra você. É uma das mais doces memórias que eu tenho. A letra não tem muito a ver, mas foi muito legal. Ou ainda um Dire Straits, https://www.youtube.com/watch?v=611Wxihk9vk .  Essa eu cantei pra você também e a letra tem muito mais a ver.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Quantas Noites serão necessárias?

Quantas noites?

Serão precisos quantos períodos de rotação da terra pra que a sensação passe? Quantas reencarnações pra nos encontrarmos? É para ser assim? Já escrevi demais sobre você. Mas as oportunidades passaram. Contudo, sua imagem não esmaece na minha memória. Felizmente ou infelizmente.

As pessoas não entendem essa crença que tenho. Se for pra ser assim vai ser. Não é uma questão de comodismo.

O que vai ser preciso para passar a sensação de te esquecer ou de ter de volta? Tudo o que conheço como “melhor época” vai ser remetido a você? Vou ter que passar o resto dessa vi(n)da contando pra mim mesmo que o melhor que vou conseguir fazer vai ser fingir que está bem? Vou ter que jogar todas as músicas boas no “lixo” do esquecimento pra não lembrar de você?

Aprendi muito contigo. Inclusive que a resignação é uma ótima qualidade. Contudo meu reclame hoje não são as coisas boas que trouxestes. Meu reclame hoje tem a ver com o vazio que deixou. Se me ensinou a ser melhor, por que não vem aproveitar nossa melhora comigo? Por que teve que me deixa. E a pergunta, talvez, nem seja diretamente pra você. A pergunta é pra quem bolou esse plano de retorno. É isso mesmo? Se for, vou me aprimorar na resignação. Se não for, não fará o menor sentido.

Já sei o que quero da vida, o que, provavelmente foi um fator determinante pra não estar mais comigo. Mas o que o que eu quero da vida agora ainda, às vezes, inclui você. Por que ainda deixo estar na minha cabeça. Não há outra maneira de dizer pra mim mesmo que não escrevendo assim. Se for uma coisa tão grandiosa quanto sinto, ainda não acabou. Se é desejo possessão, estou seriamente comprometido com o futuro que creio. Se for uma hipótese aleatória, ficarei extremamente decepcionado.

Sabendo ou não o que quero da vida, a única coisa que ainda quero saber é se isso vai durar muito. Quero alguém pra envelhecer comigo. Mas parece que querer isso, hoje em dia, significa querer estar velho. E se for pra ficar sozinho... ótimo! Vamos lá. Mas... quantas noites mais?

terça-feira, 22 de abril de 2014

Inundação…

Carregado de todo aquele sentimento que não há como se descrever chego em casa. Após pesados passos, frios passos, sobre oito lances de escadas, cada pisada soa como uma marretada em meu ser, no mais profundo do seu sentido. Haveria eu que ser rebuscado pra surpreender, pra chamar a atenção ou ser completo no sentido? A essa altura da madrugada, nem sei mais como deveria ser, me perdi num trucando jogo de ontologia e deontologia que não quero mais me situar.
Tudo transcorreu como normal: foi uma ansiedade sem sentido, um pesar que não trouxe arrasto mental nem, muito menos, um remorso que me faria escrever isso. Há simplesmente um inundado coração de sentimento sem descrição precisa, há simplesmente um ser que só dói de uma maneira aliviada, como se houvesse trazido por mim mesmo algo que se remedia antes mesmo de acontecer, um saudoso porvir que não nem se quer foi pensado.
Devo trazer em mim a pena por não ter agido de tal forma ou um remorso por tentar ser corrupto com os meus? Não há mais parâmetros para se classificar nem muito menos escrúpulos para balizar minha progênita felicidade. Tudo que um dia houve em meu pensamento já não tem porquê, por que antes mesmo de acontecer já não havia sentido.
Te olhei, te vi, te admirei já sabendo que haveria situação de impedimento quanto a qualquer tipo de prosseguimento… a situação era inevitável.
Fiz todo o procedimento de análise, friamente calculado, já sabendo que qualquer passo que tomasse levaria à situação em que me via escrevendo isso! Culpa minha de estar no lugar! Culpa minha de ser criterioso! Culpa minha de querer o melhor por achar que mereço.
Inundo-me por esse sentimento que nem me sinto feliz pela maneira como transcorreu. O desprezível ato de não se sentir feliz nem pela conquista dos seus, você já se sentiu assim? Não consigo desejar isso nem para o mais inferior dos seres. É o haver de ser sem ter sentido na sua deontologia pregressa.

É pra não haver sentido. É pra ser inundado da falta de lógica.

domingo, 19 de janeiro de 2014

E aí, qual é a sua?

E quando o carro para?

Eis a grande pergunta: qual o objetivo? Tal pergunta não se direciona a uma área específica da vida, trabalho, relacionamento, família, dinheiro… é única e simplesmente “qual o objetivo?”; também não se vira à alguém, não é o seu objetivo, não o meu, o da empresa ou o da instituição religiosa. É como aquelas perguntas feitas por psicólogos nos filmes:
– Quem é você?
– Bom, meu nome é…
– Não perguntei seu nome! Perguntei quem você é!?
– Sou bancário e…
– Também não perguntei sua ocupação!
E assim o diálogo exemplo segue. É uma pergunta retórica, para ser guardada ao fundo de suas conversas consigo, aquelas mais íntimas. É para ser pensada e não respondida. É como o jarro de Klein, a escada de Penrose; sem começo e sem fim, sua boca é também seu bojo, seu primeiro passo é também seu último.
À essa introdução dá-se a causa do título. O que faz um cachorro que corre desesperado atrás de um carro quando ele para? QUAL O OBJETIVO? E nesse caso metafórico sim, podemos especializar a pergunta: qual era o objetivo do animal ao correr atrás do carro? Duas hipóteses me vem a cabeça: independente de consciência, tinha ele um objetivo?; ele era capaz de compreender o resultado que o objetivo que tinha?
Em casos específicos de nossas vidas nos deparamos com questões como essa. Podemos até ignorá-las, passar por cima dos questionamentos… quando voltarem à nos circundar, nos atormentarão ainda mais gravemente.
Eis que, a resposta – que não era pra ser respondida – que encontrei é que as vezes devemos deixar os carros passarem, não porque não sabemos nossos objetivos; porque talvez não estamos preparados pra entender o resultado de se lhes alcançar. Essa resposta serve pra mim, pode não servir ao leitor…
Enfim, alerto também sobre a pressa: o condutor do carro, certamente não corre mais que o cachorro, se estivesse sem o veículo. Analisemos a profundidade dessa proposição.

·    Temos tanta pressa em alcançar o carro, correndo desesperadamente, que não paramos pra analisar o porquê fazemos isso; nos frustramos ao saber que corremos tanto, com tanto afinco, atrás de algo que não podemos nem lidar nem compreender;
·    Correr não significa ser mais rápido, eis que o condutor, como já disse, não corre mais que o animal, quando sem o veículo; portanto, quando vemos os outros passeando em seus objetivos (veículos), “firmes e fortes” na sua escolha, na maioria das vezes, não sabem nem aonde estão indo, nem o porquê de dirigir rápido. São meros estereótipos de sucesso que não passam de confusão e alienação;

·   Ter, nesse caso da meta-parábola, não significa ser… “traduzindo”, não é tendo um carro, não é indo mais rápido com ele, que significa estar certo do que se faz ou do que se quer.
Com isso, leitor, não deixemos que ditem vossos ritmos. Não há só essa vida. Não nos conformemos com o tempo que nos dão para estudar; que não se abaixe a cabeça para o tempo que nos concedem para nos aprimorarmos. Aliás, não conseguimos nem mesmo definir o que é tempo, só temos ideia de que esse ente é infinito… se é assim, por que a pressa? Teremos todo o tempo necessário para corrigirmos todos os erros que provocamos.
Então, qual o objetivo?
Estamos num imersos num fluido de consumismo onde se prioriza o conhecimento “adquirido”, literalmente com dinheiro, à experiência, vivida nas sensações, na pele. Chegam ao absurdo, nas redes sociais, a se dizer que se uma mulher tem mais livros que sapatos ela é digna de ser agraciada com um matrimônio. Mais qual a experiência dela? Substituir um consumismo pelo outro? É como dizer que um homem será um bom pai se ele tiver gasto mais dinheiro no carro que tem do que em todas as cervejas que bebeu na vida. É essa a minha observação.
Vivenciamos diariamente, principalmente na classe-medíocre-mediana-morna-média (que não se pergunta QUAL O OBJETIVO), um massacre às expectativas dos jovens que “se formam” em algum curso, mexendo intimamente com suas ensinadas ambições, dizendo que um diploma garante a felicidade eterna. Chegam ao absurdo de querer traduzir e simular que a experiência proporcionada pela vida é mais valiosa no livro, e dizer que pode ser aprendida através de sua leitura, e pior: que DEVE ser ADQUIRIDA nos papéis; por que esse apego ao livro? Por que a anexação/vinculação de que quem ler mais será mais “esperto”? Por que querer ser mais esperto? QUAL O OBJETIVO?

QUAL O OBJETIVO?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de maio de 2011

Da evolução em partes... (intelecto e moral)

Por que pra mim é assim...
Eis uma frase que se me apresentou extremamente perigosa de ser usada à esmo... As verdades que são pra um, podem não ser para outros, e na maioria das vezes, não o são, nem para um nem para todos os outros.
Flagrei-me várias vezes impondo uma verdade que pra mim era, de forma tão eloquente que, além de estar convencido dela, convencia, ou parecia fazê-lo, de forma esplendida. Mas sendo verídico ou não o fato do convencimento, tenho que guarda-lo e saber muito bem como usar esse dom na hora em que me for requisitado, outrossim, estarei sendo irremediavelmente insuportável e impertinente. Pois daquelas pessoas que falava em outrora, das que dizem muito e nada falam, estou fazendo parte ao ignorar o conselho que eu mesmo estou percebendo.
Digo isso tudo agora, por que foi com o tempo que percebi isso e também só com o tempo vou melhorar, e mesmo sendo a auto percepção o primeiro passo só ela também não basta para que este “defeito de fábrica” seja corrigido: a ação em direção à melhora deve ser e fazer parte do espírito de melhora que cada um tem dentro de si. Aprendi, especialmente no dia de hoje, com um balde de água fria logo pela manhã o quanto sou impertinente às vezes, coisa que condeno em outros, mas até então não havia notado em mim mesmo.
Interessante é notar que cada um tem esse animus, essa vontade própria e intrínseca de cada ser humano capaz de discernimento e, mesmo se apropriando desse sentido de essência superior, se afogam em ambição e consumismo, verdadeiros infernos na existência do espírito, pois é a partir desses sentimentos que a evolução fica “suspensa”, uma vez que não pode ser parada.
E ai você leitor, especialmente uma leitora, deve refletir, buscar no bom egoísmo, naquilo que inerentemente lhe faz bem e fazer uma pergunta ao íntimo. A pergunta bem ao certo eu não sei; eu me perguntei como poderia ser melhor, e ainda estou a elaborar a resposta. Às vezes também é necessário que seja mudada a pergunta, pois a resposta pode vir e não ser satisfatória.
Na matéria densa todos vieram com um propósito maior que por vezes não nos damos conta, seja por falha nossa ou do meio. Eu creio que para que sejam evitados o sofrimento e a angústia que a falta de uma resposta nítida (que muitas vezes pode ser penosa e cruel) deve-se sempre buscar à ação, pois é a partir dela que vamos descobrir se experimento que é a vida está ou não no caminho certo, e como tenho ouvido por muitos lugares: “não tenha medo de andar devagar, tenha medo de ficar parado”.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

além da intelectualidade...

"Dois seres que se conhecem e se amam, podem se encontrar em uma outra existência corporal e se reconhecerem?
- Reconhecer-se, não; mas ser atraído um para o outro sim. Frequentemente, essas ligações íntimas fundadas sobre uma afeição sincera, não têm outra causa. Dois seres se aproximam, um do outro, por circunstâncias APARENTEMENTE FORTUITAS mas que são o fato da atração de dois Espíritos que se procuram na multidão."


Allan Kardec

domingo, 24 de abril de 2011

SOUL FODA MUSIC

Lago no Céu IV (ao som da chuva que cai lá fora e vendo sua foto, que só eu tenho)

Eu vim para esclarecer...
Se vai haver um período da minha vida cujo vou querer recordar para sempre vai ser esse último mês. Tanta intensidade, tanta paixão e tanto amor até então nunca tinham feito parte de mim como assim o foram. Com duas músicas quero lembrar e celebrar, com essa pessoa que me fez, me faz e me fará feliz, a caminhada que nos é predestinada: I don’t wanna miss a thing, do Aerosmith e Times Like These, do Foo Fighters.
Houve, durante esse tempo, algumas passagens que me lembro de que você me dizia que eu estava a lhe confundir, que devido os fatos, não sabia se o que estava sentindo era uma simples pira (na etimologia da palavra, um fogo, uma ideia passageira), e o sentido melhor dessa pira, cabe a você atribuir. Mas no esclarecer do tempo que já passou desde que você não fala mais isso, pelo menos à minha lógica, muito me parece que as coisas foram esclarecidas e que, a não ser por algum comodismo, as coisas se resolveriam “facilmente”. E é essa a certeza que eu quero ter, independentemente do que há de acontecer, da decisão que tomou ou deixou de tomar.
É importante dizer que, durante essa passagem, nunca duvidei, nem sequer por um instante, que aquilo que sinto por você seja, de alguma forma, um devaneio. E também sei que de alguma forma você também não o fez, dada a intensidade, a veracidade e a cumplicidade que eu sentia quando você respondia a qualquer dos estímulos que lhe chegavam à mente, ao corpo e ou ao espírito. Muito ao contrário do que qualquer dúvida que pudesse ter, a certeza que eu sempre lhe comentava foi e ainda é real, porque cremos e sabemos que se não nessa, numa próxima existência o faremos, seja lá o que fomos destinados a fazer.
Hoje eu aprendi que alguns tipos de evolução são inerentes à condição humana, como é o caso da intelectualidade. E como desde a eternidade viemos à luz dessa evolução, o que agora nos faz diferentes dos outros seres, humanos ou não, é que temos, além da inteligência, a moral e o amor, esse último o qual tenho por você, da melhor forma possível.
Resgatando tudo o que passamos, nessa complexa trama de sentimentos, de sensações as quais sempre vou atribuir somente à você, por ser um amor de características exclusivas e fora de série de especiais, quero que você também resgate isso, que não sofras à toa, mesmo apesar de estar aprendendo que todo sofrimento nos faz crescer, e quando falo do sofrimento digo da carência afetiva que podes vir a sentir. Ora, pois se somos livres, somente dependendo das alianças que fazemos entre nós mesmos, devemos nos livrar daquelas que nos causam penosas semanas sozinhos, ainda mais uma vez conhecendo a capacidade de amar de alguém que lhe completaria essa existência.
Chove agora, eu imagino que você me queria ao seu lado; você sabe que eu, te quero ao meu lado; me lembro do seu abraço, do seu cheiro. Estava a ler alguns textos antigos, que já havia escrito destinado a você, e vi que, dessa vez fiz a diferença, consegui um contentamento recíproco, e quero fazer isso ter uma continuidade, por que como já disse em outros textos: “as pessoas não vem à nossa vida por acaso”.
TE AMO DO MELHOR JEITO, DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O LAGO NO CÉU III (copiei de um cara ai)

Mas chega ser torta de feia
Com aquele sorriso que vai de “oreia a oreia”
Dizendo “mius” e falando engraçado
Faz de qualquer um, um bem humorado





            

E da alegria tem a centelha
Que desperta o riso folgado
E descontraído eu vejo espantado 
Ela fazer parte da minha candeia





Eu já percebi e não quis notar
Já quis esconder pra poder engolir
Mas não há maneiras de deixa-la passar
Está no meu peito, não saia daqui 






Quando na alvorada, às cinco e meia o avião passou
Pensei que nada haveria a não ser o lago céu
Enxerguei e notei: o dia raiou
Só quis continuar a enxerga-la com véu 






Na doce lembrança do acontecido só quero frisar
Que daquele bochicho só nós vamos saber 
O que um dia eu falei e pode anotar
O meu coração que só sabe te amar e só quer te querer

segunda-feira, 28 de março de 2011

O LAGO NO CÉU II

Saudoso porvir...
Não é de poucas alusões o resultado que me fez construir o título. Essa mescla entre paradoxo temporal possível e questionável é algo que distrai e destrói a mente que pensa e se encontra um pouco, um tanto quanto, fraca. Não que seja o caso, porém, mas não relativo à aritimética e à racionalidade que habita esse método que vos escreve.
Faria um gráfico pra te explicar quanto gosto de alguém… Talvez fosse o mais próximo da realidade das expressões de emoção que eu consegui chegar, e ainda assim fiquei insatisfeito com a incompletude dessa expressão fria e calculista.
Mas ainda, a condição humana desses referidos sentimentos não permita que eu seja um completo psicopata abolido da vontade de matar. Por estranho que pareça, como sugere o cabeçalho, sentir saudade de algo que há de vir é algo, não digo incomodo, mas, inconveniente, pelo fato da incerteza de agora e pelo caminho, no futuro, que não volta.
Saí de casa esses dias, sem a intenção de encontrar com alguém, e não sei qual a causa do efeito, do fenômeno, mas a consequência de sair com a imaginação e a mente limpa é que aquela energia inerente e “presa” àquele corpo me fez estar nesse estado de nostalgia “porviresca”.
Essa energia que escorre pelas mãos, que penetra e percorre todos os músculos do corpo, agora, se esvai em textos, mas no futuro saudoso será com contemplação e… não sei. Só sei que o cheiro do protetor solar que essa energia presa na carne usava ainda está aqui, e que antes que eu tivesse a possibilidade de senti-lo, já tinha saudades, não como tenho agora, mas como se soubesse que viria a acontecer, se é que me fiz claro. É como se estivesse condenado a antecipar a nostalgia, àquela insatisfação imensurável de não poder controlar o tempo, à foto que eu tirei e guardei na cabeça, daqueles fios rubro-desmaiados, mais bonitos e exclusivos que o ouro, à luz de um sol e à beira do lago que víamos desenhados no céu pelas nuvens que surgiam à alvorada mais bonita que vi até aquele dia. Mas o mais importante é que dessa vez não fiz disso algo penoso, apenas saudoso, e dessa energia que traz esse sentimento, vou retirar toda a força necessária que vai me ajudar a aguardar até o momento em que estaremos traçando nosso caminho juntos e não estaremos a simplesmente olhar um para o outro, mas na firmeza das mãos dadas, estaremos a olhar para o futuro – daí sem nostalgia – na certeza de que a felicidade plena não é um destino, mas um caminho a ser percorrido, em que a busca se apresenta mais atraente que a conclusão.
E que esse não seja o fim, pois que a afinidade de acreditarmos em algo além da matéria não esgota a completude daquilo que me foi mostrado em sinal: dos desenhos no céu pelas nuvens e do d’javi que havia comentado, os quais se me apresentaram de forma esplendida. Eis que não é o fim, pois dos sinais pude ter a certeza de que, vagante pelo tempo e pelo espaço, somos destinados a estar juntos, senão nessa, na próxima existência, em busca do aperfeiçoamento e da evolução.
Dessa vez, pois que aprendi a acreditar, e que aprendi, senão por nenhuma outra circunstância na vida, através da sua companhia. O “quero acreditar” que escrevi há algum tempo mostra como era; como sou agora, só vou saber demonstrar quando evoluir, entretanto se apresenta clara e evidenciada a diferença entre antes e agora, sem, contudo, estar nítida à vista sem a possibilidade de uma análise com a distância que só o tempo permite: poder olhar, com o distanciamento do tempo, para você mesmo, e ver que evoluiu. Seremos um só.

O LAGO NO CÉU I

Vai ser a melhor conquista…
Desde aquele mês de maio, salvo raras exceções, não me lembro de ter passado por um período de tempo sem ter pensado nela. E o porquê disso é um tanto difícil de explicar, mas um dos motivos, além de claro, ela ser uma pessoa fantástica, linda, tanto fisicamente quanto no jeito de ser, é que ela me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia na vida de uma forma fácil.
E ainda, nesse perfeito final de semana, consegui entender o motivo pelo qual essa pessoa faz parte da minha vida. Nas palavras dela “temos muita afinidade”, mas não creio que seja somente por isso. Eu contemplei algo, nessa completude de final de semana, que foi uma experiência magnífica: vi, ao lado da pessoa que eu amo um lago refletido no céu e desenhado por nuvens, um d’javi que foi o sinal mais claro de que há muitas coisas boas com essa pessoa no porvir. Como eu mesmo havia dito a ela: é tudo uma situação transitória, o melhor nos aguarda – e faltou completar que num futuro breve.
A perfeição disso que aconteceu, desse sinal que me foi dado, teve uma magnitude tão grande que me tranquilizou, apesar da sensação humana de desconforto por situações que aqui não se cabe explicar, pois no momento, vendo, com a distância do tempo, o quão lindo o que aconteceu foi, é que eu me deixo na posição de serenidade, não fazendo o máximo para que aquilo aconteça, mas tão somente aceitando essa situação transitória e tendo a certeza de que os fatos são apontamentos da alegria, do contentamento e do amor que virá. 
E ai, você leitor, que chegou até esse ponto do texto, que pode, ou não, ter entendido o que esse texto significa pode me perguntar ainda qual o propósito de ser do título, e eu vos respondo: apesar da certeza, tudo pode parecer perdido a depender das circunstâncias futuras, mas como é uma certeza, e não um “pode ser”, vai ter o melhor dos gostos, o sabor de uma conquista difícil, cheia de devaneios, onde a caminhada em busca daquilo que se tanto deseja não é um caminho plano e retilíneo, mas uma montanha íngreme, tortuosa e de clima tempestuoso, mas que torna as duas pessoas que o percorreram em pessoas melhores, pessoas mais fortes, sem, contanto, as tirar a juventude, a característica aventureira, onde um aprende a “deixar rolar” e outro aprende a incondicionalidade do amor do outro. Vai ser a melhor conquista...

sábado, 12 de março de 2011

chefe é...

"Um chefe que eu tive costumava olhar para uma pilha de currículos e jogar metade deles, aleatoriamente, no lixo, dizendo "eu não quero trabalhar com gente sem sorte".

sábado, 12 de fevereiro de 2011

QUERO ACREDITAR
Mas depois de algumas solapadas da vida, fica difícil. Eu sei que as pessoas todas falam de que a capacidade de acreditar que a criança tem é uma boa inspiração. Também, difícil de seguir. Sei também que tudo é uma situação transitória, o fato de ter muitas dúvidas sobre o que há de vir, o fato de se sentir inseguro sobre tudo, o sentimento de procrastinação. Quero acreditar que em algum dia no futuro vou me lembrar disso como algo engraçado, já que nosso pouco conhecido Shakespeare nos dizia que tragédia mais tempo é igual comédia, mas está realmente difícil.
O mundo não é feito apenas de Danielas, de delegacia da polícia federal nem muito menos de Mustangs. Isso são tão somente os objetivos que me vem à cabeça agora, mas o pior de tudo isso é saber que quando você chegar neles, quais serão os próximos? A felicidade não é um destino, é uma caminhada, construída e estruturada, e por isso é importante que não pulemos etapas. Mas às vezes se torna tão tentador chegar lá, seja de qual forma for: forçando o sonho de olhos abertos em frente ao computador, nessa eterna masturbação mental que me afasta da realização de algo; ou ainda depredando o patrimônio para chamar atenção de quem só quer ver o circo pegar fogo.
É um vício, vocês não veem? O vício não está na matéria, no objeto; está, porém, na capacidade ou na predisposição que o sujeito tem de se tornar dependente daquilo. Munido da faca e do queijo na mão, alguns continuam sonhando com um copo de vinho para acompanhar o queijo. Isso é o prazer platônico de poder deixar pra depois, curtir a escolha de, mesmo tendo a capacidade, de deixa-la sem uso, sem prática.
O objetivo mesmo, o real, é ser aquilo que nenhum ser humano pode ser, é fazer aquilo que contraria as leis do tempo, do espaço e da simultaneidade. É fazer a praia vir à frente da minha casa; é estar com todos os amigos em seus lugares ao mesmo tempo; é poder ir do fusca ao mustang e fazer isso trabalhando, mas controlando o tempo necessário. Está ai a raiz do descontentamento. Saber que nessa realidade, isso é impossível. E está ai também o que pode ser a raiz da felicidade que vai nos acompanhar pra sempre; ou da eterna frustração: a capacidade que temos de construir o caminho, não de forma perfeita, mas sim da forma que possa ser lembrada e levada adiante sem que se esqueça de quem o construiu.
Não quero jogar nenhuma amizade, ou as partes de uma relação que pareçam ser uma amizade, fora. Mas parece que o feitiço virou contra o feiticeiro: ser controlado por agrados e ser tratado como manipulado, ficando à mercê da vontade daquela pessoa de “curtir a escolha”, como eu disse anteriormente, é o único jeito que tenho de, às vezes, chegar mais perto dela. Não é a melhor, mas é a única forma, e isso de maneira alguma a torna alguém que seja malevolente, por que no meu mundo ela é imaculada. E quero acreditar que ainda vou querê-la quando estiver disponível e interessada por mim. Sei que tem que ser assim essa crença, mas ai reside toda a diferença entre razão e emoção: quero acreditar X acredito, sinto que será assim. Infelizmente, não sou bom o suficiente nem para acreditar de verdade, só sei que tem que ser assim.