domingo, 19 de setembro de 2010

Acho que é isso...

Acabo de chegar...
Voltei, a pouco, de um lugar onde me senti, pela primeira vez, estranho. Pela primeira vez, porque estava acostumado a ir lá. Estranho, porque percebi o quão diferente eu era perante àquelas pessoas. Estranho também porque me fez mal perceber que só eu queria o bem, de uma forma maniqueista, no meio de todas elas. Não que eu às vezes não haja com segundas intenções, mesmo porque isso não configura, necessariamente, um desvio viciado de caráter, mas do jeito que aquelas pessoas agem... Me arrepio de pensar no que realmente elas desejam, e sinto mais medo ainda, de pensar que às vezes, elas não querem saber o que desejam.
A rotina dessa estranheza, se é que essa palavra existe, tem me deixado frustrado porque vai exatamente contra o que eu havia me proposto: buscar novos contatos. Aí me sujeriram que buscasse as mais velhas, com mais experiencia, mas isso, não necessariamente, significa maturidade para uma conversa de mesmo nível; e aqui cabe dizer que o nível é alto, as matérias as mais variadas, as argumentações embasadas, as palavras rebuscadas, e também que só isso não basta... Outrossim, querer mais é demais?
Me lembro quando escrevia sobre o tapete que eu era: você me pisava e limpava os pés em mim; mas essa metáfora, na verdade, traduzida para a realidade, nem chegou a acontecer, nem na minha provável esquizofrenia platônica; Uma pena eu ter perdido o texto original, para poder rir um pouco de como eu era infame. Faz muito tempo isso, e só queria que você soubesse que aquele cara que falou as asneiras, da forma mais covarde e idiota, não sou mais eu. Aliás, ainda a pouco tempo, se tivesse conversado comigo em outro almoço, saberia que ainda haviam vestigios daquele cara, que eu era, em mim. Mas as experiencias, tardam mais não falham, e tardam e são mais completas e complexas, e no tempo mais certo.
O cara do filme que eu não lembro mais o nome diz assim: “não sei, só sei que foi assim”; e eu repito a frase pra você: como e por que nos reencontramos? “Não sei, só sei que foi assim”.
Não sei, só sei que quero mudar os finais de semana. A bebedeira só seria satisfatória por completo se houvesse Guinness e você, que eu nem sei quem é, mas seria legal. Para não me chamarem de exigente, só você bastava, a cerveja poderia ser qualquer uma, ou ainda, dependendo de quem seja, nem ter cerveja, melhor para minha saúde (não que a cerveja, só ela, faça algum mal). E digo mais do porquê querer mudar os finais de semana: mudaram os objetivos, mudaram as vontades, a farra já não faz tanto sentido e talvez olhar pra traz ainda possa fazer com que algum sentimento bom volte, mas só o sentimento, a época não vem com ele. Infelizmente.
A apatia talvez, de forma moderada, é sintoma de que a idade está chegando... Não que seja ruim, mas simplismente não sei, é algo não petrificado, mesmo sabendo que, obviamente, o passado já aconteceu ele muda cada dia que vejo. É como o desgaste que qualquer coisa apresente quando apreciada. Se não é o desgaste físico do toque, por exemplo, é o desgaste mental de ter que olhar para aquilo novamente. Monalisa é legal, mas fique uma semana encarando aquela coisa sem explicação. Lasagna é bom, mas coma todo dia. Pink Floyd é uma banda inteligente, mas ouça por quinze horas seguidas.
Mas seguindo e tentando fugir dos devaneios, o que fica realmente evidente na confusão que esse texto enseja, é que ele representa a ausência de um alguém afetivo na vida deste mentalmente senil para rejuvenecer o método. Para extirpar as experiências que essa curta passagem, que é a vida, oferece, de uma maneira afinada, nos termos budistas. Acho que é isso...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A preguiça
Se há algum ponto em que mesmo os ateus devem concordar com os cristãos é que deve se convir que a preguiça é mesmo um dos grandes pecados que todos cometemos. Mas veja bem: não aquela preguiça de logo depois do almoço ou após acordar. É aquela que prende o indivíduo à uma condição de pobreza intelectual e material.
Visto isso, podemos dizer que, da maneira como foi implantada a cultura televisiva no Brasil, foi implantada juntamente com ela uma rede de valores que impele o cidadão a balançar a cabeça dizendo sim, num ato de concordância sem discernimento, todo dia depois do Jornal Nacional, sem nem mesmo se prestar a pesquisar a veracidade das informações. Isso tudo porque os valores implantados fazem referencia à um sistema de credibilidade que a Rede Globo de Televisão tem para com a sociedade, valendo-se disso para atender aos seus interesses arbitrários e de caráter totalmente pessoais.
A massiva indústria de consumo cultural que essa rede de comunicação representa é algo tão ofensivo à capacidade de discernimento dos cidadões que é capaz de ditar modas, valores, formas de educação, enfim, de dizer como deve ser a vida do brasileiro, que produtos deve consumir, ou pelo menos, os que deve dirigir sua atenção. A forma concreta como isso se apresenta no meio é de uma sutileza ímpar, visto que está tão entranhada nos costumes sociais que fica difícil distinguir o que é próprio da cultura brasileira e o que foi implantado pela Globo. Ora, pois há que se dizer que na casa do brasileiro pode até, às vezes, faltar comida, mas a televisão ligada sacia a fome.
Ademais, os interesses políticos atrelados a se manter a população como um fantoche não vem de hoje, e também com isso, sustentam esse império, essa ditadura de valores em pé, situação que é extremamente importante para se governar sem questionamento ou indagação. Sendo assim, enquanto a preguiça fizer parte do ciclo, e esse não for quebrado, continuaremos com o carnaval que é o Senado, a Câmara Federal: tudo passa na Globo, que tem “... tudo a ver...” com você.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

É você...

A garota
Hoje eu descobri que fiz algo que eu realmente não poderia fazer. Foi ouvindo No Road Romance, do conjunto The Who. Aliás, o que eu fiz, que não poderia ter feito, foi ouvindo música. Sempre... sempre a música. Crazy.
Disseram-me que ela era afetivamente inalcançável, que não poderia ter me apaixonado por ela. Na verdade, pela minha própria contradição, já tinha percebido isso. Mas qual a graça de viver se não pudéssemos fazer algo que, não que não tenhamos certeza mas que sabemos que pode dar errado, mesmo assim insistimos na prosperidade da tentativa.
Descobri duas coisas: que não poderia ter caído nas graças dela e também que estou errado em relação a isso. Pensei um pouco mais e descobri que não sei nada: essa silogia não tem sentido. “Seu sofista maldito.” Se isso não faz sentido, estou começando a conseguir o que eu quero que é fugir do meu racionalismo afetivo, essa maldição que me persegue. Porém não quero fugir completamente: preciso dela pra trabalhar, estudar, me organizar, enfim, a maioria das outras atividades que não fazem parte do mundo afetivo.
Aquele dia, ah aquele dia! Foi tão divertido, mas chegou o seu fim, e eu estava voltando pra casa chorando, não porque algo de ruim havia acontecido. Aliás, aqui não cabe a classificação maniqueísta. Enfim, aconteceu e me deixou triste a tal ponto. Foi tão diferente, mas acho que não é essa a palavra: foi, se ela acreditasse, intervenção divina: por que você pegou aquele CD? Eu estava dirigindo tranquilamente, mas no primeiro segundo da música, o tempo parou. Eu errei a marcha e você não percebeu. O cérebro conseguiu parar de pensar. Eu estava extremamente conectado ao momento e não pensando no que fazer. Não estava preocupado, não na generalidade da minha ansiedade. E você que me perdoe, mas tenho que dizer que do alto da minha sensibilidade suas mãos e gestos envolvendo meu pescoço e cabelos me deixaram numa excitação que jamais poderia ser provocada de forma artificial. É intimo, mas tenho que falar.
Sinceramente gostaria que o que passou pela minha cabeça naquele momento tivesse acontecido, e se você quiser saber o que é, converse comigo. Mas infelizmente foi um carinho de amigo seguido de um beijo no rosto, mesmo que na precisão de ambos, parecesse extremamente erótico. E ainda assim, foi legal.
E a grande questão é: de contratos, de seriedade nos relacionamentos, porque, afinal, não me escolhe? (meta-texto: conjugação proposital do verbo escolher, visto que a escolha nunca é acabada, e eu espero que você dê risada disso).
Você muito bem poderia ser a variação da minha variação, o ente “coisológico” que minha racionalidade nunca explicaria, a beleza do estar quase (decifrando), do paradoxo do tempo e do espaço. Pois que justamente o que me atrai em você é a imprevisibilidade, é o desgrude e a camaradagem que eu posso agir contigo como quem age com um amigo de muita convivência. É a liberdade que eu senti na manhã seguinte. É a falta de preocupação que me traz. Mas não a preocupação normal aos mortais não racionais de seus atos, e sim, aquela que me deixa preocupado em pensar, em algo que está só na minha mente, cujo vício, é você.
Deixe eu me expor ao ridículo, me deixe fazer isso. Leia meu texto anterior, me odeie se quiser. Você não tem só o sorriso maroto, os olhos de uma cor invariavelmente inigualável e os cabelos os quais eu gosto de pegar; seu pensar também me excita. Só a presença já é de alta estima. Eu quero meia chance... Só o que eu digo é que fiz o que não poderia ter feito, mesmo sabendo que a esperança que trago é quase Platão, e digo quase porque não posso me equiparar a este que deu aulas ao estagirista.
Não prenda-se ao que está por vir. Não poderia ter ouvido à música. Não poderia ter estado lá. Mas estive.
Renda-se àquilo que é sua natureza: seja a louca desvairada comigo que eu serei seu da maneira como quiser e com sangue nas costas!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Me odeie...

Me odeie...

Sempre começa assim: bem suave, com muitas risadas, convites, “promessas” (sempre com segundas intenções), e, claro, não podia faltar, a venda que faço da boa impressão que quero deixar, ou seja, meu decoro.

Eu bem que tento, juro que sim, faço o máximo para que sempre me tenham como uma pessoa boa, cuja companhia venha sempre adicionar algo, mesmo que seja algo jocoso, algo que vá, no mínimo, deixar as pessoas que me circundam mais felizes. Mas, como todos sabemos, nem tudo na vida são flores e a tão prezada impressão fica distorcida. E é da causa da distorção e de sua conseqüência que quero vos falar no texto de hoje.

O que causa essa distorção, não querendo colocar a culpa nas pessoas, pois seria uma análise ad infinitum levar em consideração a questão subjetiva que envolve essa análise, é, geralmente, o que os seres que fazem essa qualificação sobre minha pessoa, fazem, no mundo fático, pra mim. Quando acontece a distorção sobre o que as pessoas me consideram, elas, pelo o que me parece, não fazem o caminho lógico de que, se você convive com alguém, obviamente, a relação com algo ou alguém é intrinsecamente dependente de dois seres ou entes egológicos capazes de tal fato, ou seja, uma via de mão dupla.

Portanto, sendo assim, quando eu tenho uma ação de decoro para com alguém, pretendo que, no mínimo, ela seja civilizada no que diz respeito às relações sociais, ai levando-se em conta todas as suas manifestações hodiernas, sobretudo, as afetivas.

Isto posto, não é por meio desta “carta” (mesmo por que nada do que eu escrevo tem endereçamento nem destinatário, salvo casos específicos) que eu vou me redimir de algo que tenha sido causado injustamente por mim, que também como dizem "alegria (inteligência, sapiencia e integridade) alheia, encomoda . Mas sim, de certa forma, é por meio deste texto que venho reforçar minha posição perante tudo que já escrevi, incluindo os casos específicos. Se está lá, é porque muito provavelmente, no mínimo em algum momento, em minha consciência, fez sentido, não sendo a justiça um pré requisito para que me sentisse menos confortável para seguir em frente.

Por isso, quero dizer a você leitor, que um dia, caso se me encontre ou me conheça e lhe tratar com aspereza e se for também a primeira vez, creio que errei na interpretação. Porém, caso se eu já tendo certo convívio, te tratar com desprezo, descaso, aversão, ignorância quebrando assim o decoro de primeira vista, que não é porque é às vezes passageiro, que é também falso, é porque muito provavelmente você me criou alguma expectativa que não correspondeu propositalmente ou falou, deu a entender, se mostrou disposto(a) a fazer algo que estava fora de seu alcance. Outrossim, não teria tal comportamento.

Para finalizar, gostaria de reforçar a idéia de que não estou aqui para ser avaliado, querido ou odiado por ninguém que não algum ente que me prove ser humanamente superior; e mais além: a menos que eu aceite e preze tal qualificação. Logo, não preciso da sua aprovação ou desaprovação direta para fazer o que quer que esteja fazendo, goste você ou não. Simplesmente conviva comigo, aceite as atitudes que tiver comigo e o retruco que poderá ter de volta.

sábado, 4 de setembro de 2010

A dependência é o...

O SISTEMA

- Senhor, – diz a atendente já olhando torto – não posso verificar o que senhor me requisitou porque o sistema “caiu”!

- Pois bem, – mal a espero terminar, já interrompo – não podes fazê-lo manualmente?

- Não, senhor, somente há consulta mediante o sistema...

Eis ai o exemplo clássico do funcionalismo público. Quem, dentre os senhores leitores, nunca passou por uma situação dessas? Outra pergunta pertinente de se fazer a esse momento é: até que ponto o método digital é benéfico para qualquer coisa?!

Também reside ai uma pergunta de difícil resposta, pois que uma vez adquirido um “sistema ágil”, não é conveniente que se volte no tempo para a prática do método anterior.

Mas a implicância maior nem é tão pertinente assim ao órgão público, mas sim à dependência de um sistema eletrônico. Pois que ontem assistia a uma reportagem na nossa queridíssima Rede Globo de Comunicação, na Revista Semanal Fantástico, uma (raríssima) reportagem boa sobre o vício e a dependência eletrônica e da informática na nossa vida. No conteúdo da reportagem, havia uma jovem, que creio devia estar lá pelos seus 15 ou 16 anos, a qual não se desvencilhava do computador conectado à internet por causa das redes sociais.

Dentro do parágrafo anterior existem dois assuntos dos quais gostaria de explanar minha opinião e, se possível, embasá-la com uma crítica ácida.

O primeiro tem a ver com os aspectos que apresentam riscos dentro das redes sociais. A aparência de inofensividade da internet é algo assustador, mas não pela aquela impressão que os pais tem da internet: “algo que vai devorar meu filho(a)”. O grande problema dessas relações é que elas servem única e exclusivamente para acabar com seu convívio social de verdade: quanto mais “social” você é na internet, menos socializável você se torna na vida real. Isso se apresentou de uma forma tão concreta na entrevista, no momento em que a jovem que era mostrada nem se quer imaginou que para mandar uma carta via correio ela deveria saber o endereço do remetente (ela mesma) e o destinatário. A meu ver, ela nem sabia onde ela mesma morava. Aí entra a questão da dependência, onde tudo o que é feito é o computador, guiado pelo programa, que faz, sem que o operador precise pensar muito.

Abordando a questão da obesidade física, gostaria aqui de criar uma espécie de neologismo das patologias psíquicas: a obesidade mental. Nada contra os gordinhos, pois eis que aqui leitores, lhes escreve um também. Mas o que parece acontecer com a jovem apresentada na reportagem é uma espécie de “gordisse” que a impede de pensar e, muito me parece, que se ela precisar fazer uma conta de multiplicação por 10 precisará de uma calculadora (se você ai que está lendo acha isso necessário, está na hora de rever seus conceitos ou ir ao médico).

Já, tendo em vista emendar os assuntos, o segundo tema que às vezes me perturba a mente quanto ao futuro das gerações, é o fato de que essa jovem é exemplo comum! EXEMPLO COMUM! Isso é um absurdo: ela não é exceção! Essa juventude colorida de hoje não tem noção mínima do que é sistema, de como tudo funciona e de como estão sendo, todos eles, ludibriados pela falácia da facilidade que informatização proporciona. A vontade desse que escreve é mandar à P%$¨ que P%$@$ a praticidade, bando de jovens mentalmente obesos. E que não me venham com a desculpa que leram Crepúsculo, essa guloseima maldita que deixa você com uma tonelada a mais na mente.

Complicado mesmo é expor uma opinião assim, tendo em vista que a preguiça que possui as mentes vai pensar antes em me criticar do que em começar a rever os próprios conceitos. Assim acontece também com o exame da Ordem dos Advogados do Brasil: todos reclamam que ele existe; mas será que todos já começaram a estudar para se preparar para ele?!

É só mais um desabafo dessa mente senil em corpo jovem que vos fala, mas a praga que eu gostaria de lançar é que o tempo da tempestade solar magnética venha o quanto antes e acabe com toda a tecnologia que existe, fazendo com os viciados nela tenham que começar pensar para se divertir, para se informar, para se comunicar, enfim, que reduza toda a dependência do ser humano da máquina e voltem às cartas, telégrafos, jornais, revistas, amarelinhas, pique - esconde e tudo de bom que havia a não mais que duas décadas.

O que eu sinto por você...

Desprezo...


Isso que você vai ler é extremamente desgostoso, então se quer evitar de me mandar ir à um lugar que não pode ser falado antes das 22:00h, não continue. Gostaria aqui de deixar registrado o desprezo que eu sinto pela forma de vida que você, pessoa ignorante, representa. Sua companhia é extremamente desagradável, visto que você fica tentando captar a minha conversa para fazer parte dela, mesmo percebendo que eu tento, ao máximo, te ignorar e evitar que você participe dela, porque sua contribuição é sempre negativa.

Todos te ignoram, menos a namorada de um de nossos amigos e um amigo, que só fala com você quando têm interesses de satisfazer-se sexualmente. Isso, pode ser comparado, acabei de me recordar o termo, como se fosse uma prostituição em que o preço que se paga por seus serviços é a atenção e o “carinho” dos que estão a sua volta, isso muito quando você é convidada ou quando se “escala” para nossa companhia. Você não percebeu que a sua beleza fútil e seu jeito de se vangloriar dela própria incomoda a todos?!

Me irritei profundamente quando, no dia do meu aniversário, você olhou para mim, no fundo dos olhos, e me chamou de amigo, fazendo referência à intenção que eu tinha, que não sei onde estava com a cabeça, de ter algum tipo, por mais ínfimo que seja, de relacionamento com você. Você pensa que eu chego perto de ser assim como você, essa prostituta intelectual de beleza vencível por qualquer falta de maquiagem? Te desprezo…

Você parece se arrastar por um pingo de atenção. Aí eu penso: vai procurar tua turma. Agora, já no final do primeiro ano de faculdade, você ainda não fez amigos o suficiente para poder “andar com as próprias pernas” e com os seus próprios amigos? Por que ainda continua precisando da minha carona? Ou ainda acredita que eu tenho a carteira profissional de taxista? Ainda que tivesse, jamais faria uma corrida de táxi pra você sem colocar bandeira dois, porque sua presença dentro do meu carro o tornaria podre.

A sua inocência ignorante e ingênua e infame me deixa fora do sério, quase como se eu fosse inimputável na vontade de cometer um assassinato. Justificável pela simples loucura que causa sua infortuna companhia.

Para finalizar, gostaria também de dizer que a única coisa que me motivou a ainda fazer algo para você, algo esse que me deixa completamente feliz quando para outros fins (que é escrever), é única e exclusivamente minha indiferença, porque sinceramente, não sei se merece meu desprezo. A sua existência é completamente inútil, insossa, vã, fútil, retrógrada forma de vida, frustrante e pra não dizer descartável.

Gostaria realmente de nunca ter te conhecido.