Desde aquele mês de maio, salvo raras exceções, não me lembro de ter passado por um período de tempo sem ter pensado nela. E o porquê disso é um tanto difícil de explicar, mas um dos motivos, além de claro, ela ser uma pessoa fantástica, linda, tanto fisicamente quanto no jeito de ser, é que ela me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia na vida de uma forma fácil.
E ainda, nesse perfeito final de semana, consegui entender o motivo pelo qual essa pessoa faz parte da minha vida. Nas palavras dela “temos muita afinidade”, mas não creio que seja somente por isso. Eu contemplei algo, nessa completude de final de semana, que foi uma experiência magnífica: vi, ao lado da pessoa que eu amo um lago refletido no céu e desenhado por nuvens, um d’javi que foi o sinal mais claro de que há muitas coisas boas com essa pessoa no porvir. Como eu mesmo havia dito a ela: é tudo uma situação transitória, o melhor nos aguarda – e faltou completar que num futuro breve.
A perfeição disso que aconteceu, desse sinal que me foi dado, teve uma magnitude tão grande que me tranquilizou, apesar da sensação humana de desconforto por situações que aqui não se cabe explicar, pois no momento, vendo, com a distância do tempo, o quão lindo o que aconteceu foi, é que eu me deixo na posição de serenidade, não fazendo o máximo para que aquilo aconteça, mas tão somente aceitando essa situação transitória e tendo a certeza de que os fatos são apontamentos da alegria, do contentamento e do amor que virá.
E ai, você leitor, que chegou até esse ponto do texto, que pode, ou não, ter entendido o que esse texto significa pode me perguntar ainda qual o propósito de ser do título, e eu vos respondo: apesar da certeza, tudo pode parecer perdido a depender das circunstâncias futuras, mas como é uma certeza, e não um “pode ser”, vai ter o melhor dos gostos, o sabor de uma conquista difícil, cheia de devaneios, onde a caminhada em busca daquilo que se tanto deseja não é um caminho plano e retilíneo, mas uma montanha íngreme, tortuosa e de clima tempestuoso, mas que torna as duas pessoas que o percorreram em pessoas melhores, pessoas mais fortes, sem, contanto, as tirar a juventude, a característica aventureira, onde um aprende a “deixar rolar” e outro aprende a incondicionalidade do amor do outro. Vai ser a melhor conquista...
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